terça-feira, 22 de novembro de 2016

99 DIAS

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Caros Tripulantes: 99 dias de barco na poita. Número cabalístico. Emblemático também!! Nem quando o barco estava em Paraty e eu morava em Mairiporã fiquei tanto tempo sem velejar nele!!
Tudo bem que velejei no Papo de Popa do Hermes Pacini (participamos da regata Troféu das Ilhas por 3 dias) mas não é a mesma coisa, embora tenha sido um baita aprendizado, pois teve de tudo nessa regata !!
É claro que fui no Gaipava fazer as manutenções de praxe 'quase' toda semana, tirando um mês que fiquei na Bahia. Verificava amarração, raspava o casco, lavava convés, etc, etc, etc.... mas velejar que é bom, nada!!
O tempo ruim foi o maior responsável por essa ausência um tanto forçada!! Sair com mau tempo não é prá mim!! Um dia 'ele' vai te pegar, como já aconteceu...mas aí é o 'sal da vida'!! Não tem jeito a não ser enfrentar...
O dia de hoje prometia uma velejada mais arisca, pois ventou em torno de 9/10 KT com rajadas, com sol entre nuvens e mar de 1,6 metros. Zarpei 10:30 da poita com mestra em cima e o Mercury ligado. 10 minutos depois subi a Buja, deixei o motor 'descansar' e fui saindo em direção a mar aberto. Ventava SW começando a encarneirar, mas a velejada estava ótima e com muitas bóias de pesca pelo caminho que me obrigavam a bordejar constantemente. Na Laje do Patieiro, local conhecido aqui em Ubatuba, subiam e quebravam ondas enormes, isso beem longe da praia (em torno de 3 MN). Imagine você navegando e de repente subir uma baita onda quebrando à sua frente..... isso é o Patieiro!! Claro que fiquei longe..... Em alguns momentos o vento dava aquela 'parada', me obrigando a voltar prá Enseada, pois é uma combinação que não me agrada: ondas grandes e vento inconstante e rondando. O tempo fechou pro lado da Praia Vermelha, Félix e Itamambuca, mas para o SUL estava limpo e isso que importa!!
Fato triste é que notei 2 pequenos rasgos na vela mestra o que me obrigou a retornar pouco antes do esperado. Esgarçou numa 'dobrinha' perto da esteira. Agora é consertar....
Voltei prá poita motorando após quase 12 MN navegadas sendo que o Gaipava fez 6,3 KT  de velocidade máxima. Nada mal!!
Vejo vocês na próxima!! E que não demore tanto!!





domingo, 14 de agosto de 2016

VELEJADINHA DE DIA DOS PAIS



Caros Tripulantes: neste domingo, Dia dos Pais, resolvemos dar uma velejadinha após 34 dias de barco na poita, já que o tempo e compromissos não ajudaram.... e os filhos e netas estavam distantes em Sampa, Bahia e Pernambuco..... ô família que mora longe essa....
Distantes de corpo mas nunca de coração!! Já que o telefone e o Zap tocavam sempre!!
Fomos cedo pro barco, como de hábito e a Maria, fez o favor de cair na água ao subir no bote inflável...bobeou, dançou!! e molhou!!
E pagou um baita 'mico' na frente do pessoal que caminhava nas calçadas....em compensação, a bordo do bote, passamos por uns 10 golfinhos que passeavam mansamente entre os barcos.
Já no  Gaipava, montamos tudo e  às 10:15h zarpamos com vela Mestra em cima e motorando um pouco. 5 minutos depois, com um ventinho SE de uns 5 nós, subimos a Buja, desligamos o Mercury e velejamos o dia todo, bem naquela: 'o barquinho vai...a tardinha cai...'
Passamos pelo Cedrinho, Perequê, Barra Seca, Vermelha do Norte e Itamambuca, sem destino nem parada, 'bundando' mesmo.... Retornamos à poita por volta de 15 h, arrumamos a tralha e tchau!! Velejamos 12 MN. Vejo vocês na próxima!!

terça-feira, 12 de julho de 2016

VELEIRO CISNE BRANCO NO ITAGUÁ

foto  Francisco Paganini
Caros Tripulantes: domingo, 10 de julho de 2016 foi um dia prá ficar gravado na retina, na memória e no coração daqueles que amam o mar e os barcos!!
Após uma semana em São Paulo, voltamos correndo na sexta feira prá Ubatuba, afim de ajeitar o Gaipava prá uma velejada e quem sabe subir à bordo do Cisne Branco que vinha do Saco da Ribeira e pernoitaria no Itaguá. Oportunidade única!!
A visitação se daria apenas pelo píer do Tamoios e já haviam esgotado os lugares, mas nós, como velejadores que somos, combinamos 'recepcionar' o Cisne Branco no mar. E assim o fizemos em duas embarcações: Veleiro Papo de Popa do Cmte.Hermes Pacini tendo como tripulantes Marília,   Aurélio, (velejador experiente e 'safo), esposa Cléia e sua filha Ayla.
No Gaipava, eu, Maria de Los Angeles, Igor e Áqüila, que velejavam conosco pela primeira vez!!
fotos  Aurélio Paiva

foto Aurélio Paiva

Foto Aurélio Paiva



Zarpamos 11h motorando com mestra em cima, mas pouco depois, subimos a buja e desligamos o Mercury, saindo suavemente da baía do Itaguá ao encontro do Cisne Branco. O veleiro Papo de Popa zarpou pouco depois e seguiu o mesmo rumo.





Aurélio Paiva


Aí então. esperamos que ele jogasse a âncora, aguardando pelo VHF instruções para abordagem. Inicialmente, apenas embarcações já inscritas e vindas do Tamoios  poderiam encostar a contrabordo para os visitantes subirem a bordo do CB, então estaríamos fora...mas o Aurélio, pelo rádio, contactou o pessoal do clube que, explicou que éramos velejadores  querendo conhecer o navio-escola e o comandante  permitiu nossa visita .
Tentamos encostar o PP a contrabordo do CB mas qualquer marola (e haviam muuuiitas) poderia fazer o top do mastro bater na primeira verga e em seu 'filame'. Operação cancelada!! Nesse momento, já estávamos todos embarcados no PP e o Gaipava ficou fundeado próximo.
Aí o Aurélio levou alguns com o bote do Hermes, mas balançava demais e então fomos buscar o meu bote que estava na minha poita para terminar a operação, lembrando que nenhuma embarcação ficaria amarrada ao CB , então começamos um leva-e-trás até que todos pudessem conhecer o Cisne Branco em toda a sua majestade!! Sua tripulação, inclusive o Comandante,  mostrou-se super receptiva, educados e explicando tudo. Responderam nossas perguntas que não foram poucas, satisfazendo nossa curiosidade.














O Cisne Branco é um Navio-Escola, Veleiro, que funciona representando o Brasil como uma Embaixada flutuante em eventos náuticos pelo mundo. Armado em GALERA, 3 mastros, mais de 2.000m2 de velame, com 76m comprimento e 10,50 de boca (dados da internet) e calado 4,50m.
Foi inesquecível essa visita e inesperada, já que só de navegar ao seu lado já era um privilégio!!  Quando estivemos na Baía da Guanabara com o Gaipava, também cruzamos com ele próximo à ponte Rio/Niterói, mas dessa vez foi beeem mais legal!! Retornamos aos nossos barcos quase à noite, para arrumação e no escuro  fomos desembarcando os tripulantes no píer do Tamoios encerrando um dia prá ficar na memória e no coração.
O Gaipava navegou 8 MN nesse dia!! 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

QUARTA FEIRA, MAS PRÁ NÓS ERA DOMINGO MESMO.....

Pesqueiro de Santos

Cmte.Ricardo hidratando...
Hermes, antes de perder o boné para Netuno.
Gennaker

Ninho de cobra
Tudo arrumadinho
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Caros Tripulantes: mais uma velejadinha prá descontrair, apesar do frio cortante e constante, mesmo no litoral. Hermes (tripulante emérito!!) de pronto aceitou o convite e lá fomos nós, zarpando por volta de 11 h. sem destino, com vento Leste de 6/7 nós e sem ondas. Velejada super tranquila, muitos pesqueiros na água e algumas redes pelo caminho. No través da Praia do Felix o vento diminuiu, na mesma proporção que a cerveja, então demos um bordo e fomos retornando, usando o balão assimétrico que quase nunca uso, ou por preguiça ou por estar sozinho.Mas o danado é bonito mesmo!
E lá fomos nós, retornando a 2 nós, devagarinho, num tremendo PAPO DE POPA (prá quem não sabe, é o nome do Ranger22 do Hermes) chegando na poita por volta das 16 h. , depois de velejar 9 mn .
Até a próxima!!