domingo, 14 de agosto de 2016

VELEJADINHA DE DIA DOS PAIS



Caros Tripulantes: neste domingo, Dia dos Pais, resolvemos dar uma velejadinha após 34 dias de barco na poita, já que o tempo e compromissos não ajudaram.... e os filhos e netas estavam distantes em Sampa, Bahia e Pernambuco..... ô família que mora longe essa....
Distantes de corpo mas nunca de coração!! Já que o telefone e o Zap tocavam sempre!!
Fomos cedo pro barco, como de hábito e a Maria, fez o favor de cair na água ao subir no bote inflável...bobeou, dançou!! e molhou!!
E pagou um baita 'mico' na frente do pessoal que caminhava nas calçadas....em compensação, a bordo do bote, passamos por uns 10 golfinhos que passeavam mansamente entre os barcos.
Já no  Gaipava, montamos tudo e  às 10:15h zarpamos com vela Mestra em cima e motorando um pouco. 5 minutos depois, com um ventinho SE de uns 5 nós, subimos a Buja, desligamos o Mercury e velejamos o dia todo, bem naquela: 'o barquinho vai...a tardinha cai...'
Passamos pelo Cedrinho, Perequê, Barra Seca, Vermelha do Norte e Itamambuca, sem destino nem parada, 'bundando' mesmo.... Retornamos à poita por volta de 15 h, arrumamos a tralha e tchau!! Velejamos 12 MN. Vejo vocês na próxima!!

terça-feira, 12 de julho de 2016

VELEIRO CISNE BRANCO NO ITAGUÁ

foto  Francisco Paganini
Caros Tripulantes: domingo, 10 de julho de 2016 foi um dia prá ficar gravado na retina, na memória e no coração daqueles que amam o mar e os barcos!!
Após uma semana em São Paulo, voltamos correndo na sexta feira prá Ubatuba, afim de ajeitar o Gaipava prá uma velejada e quem sabe subir à bordo do Cisne Branco que vinha do Saco da Ribeira e pernoitaria no Itaguá. Oportunidade única!!
A visitação se daria apenas pelo píer do Tamoios e já haviam esgotado os lugares, mas nós, como velejadores que somos, combinamos 'recepcionar' o Cisne Branco no mar. E assim o fizemos em duas embarcações: Veleiro Papo de Popa do Cmte.Hermes Pacini tendo como tripulantes Marília,   Aurélio, (velejador experiente e 'safo), esposa Cléia e sua filha Ayla.
No Gaipava, eu, Maria de Los Angeles, Igor e Áqüila, que velejavam conosco pela primeira vez!!
fotos  Aurélio Paiva

foto Aurélio Paiva

Foto Aurélio Paiva



Zarpamos 11h motorando com mestra em cima, mas pouco depois, subimos a buja e desligamos o Mercury, saindo suavemente da baía do Itaguá ao encontro do Cisne Branco. O veleiro Papo de Popa zarpou pouco depois e seguiu o mesmo rumo.





Aurélio Paiva


Aí então. esperamos que ele jogasse a âncora, aguardando pelo VHF instruções para abordagem. Inicialmente, apenas embarcações já inscritas e vindas do Tamoios  poderiam encostar a contrabordo para os visitantes subirem a bordo do CB, então estaríamos fora...mas o Aurélio, pelo rádio, contactou o pessoal do clube que, explicou que éramos velejadores  querendo conhecer o navio-escola e o comandante  permitiu nossa visita .
Tentamos encostar o PP a contrabordo do CB mas qualquer marola (e haviam muuuiitas) poderia fazer o top do mastro bater na primeira verga e em seu 'filame'. Operação cancelada!! Nesse momento, já estávamos todos embarcados no PP e o Gaipava ficou fundeado próximo.
Aí o Aurélio levou alguns com o bote do Hermes, mas balançava demais e então fomos buscar o meu bote que estava na minha poita para terminar a operação, lembrando que nenhuma embarcação ficaria amarrada ao CB , então começamos um leva-e-trás até que todos pudessem conhecer o Cisne Branco em toda a sua majestade!! Sua tripulação, inclusive o Comandante,  mostrou-se super receptiva, educados e explicando tudo. Responderam nossas perguntas que não foram poucas, satisfazendo nossa curiosidade.














O Cisne Branco é um Navio-Escola, Veleiro, que funciona representando o Brasil como uma Embaixada flutuante em eventos náuticos pelo mundo. Armado em GALERA, 3 mastros, mais de 2.000m2 de velame, com 76m comprimento e 10,50 de boca (dados da internet) e calado 4,50m.
Foi inesquecível essa visita e inesperada, já que só de navegar ao seu lado já era um privilégio!!  Quando estivemos na Baía da Guanabara com o Gaipava, também cruzamos com ele próximo à ponte Rio/Niterói, mas dessa vez foi beeem mais legal!! Retornamos aos nossos barcos quase à noite, para arrumação e no escuro  fomos desembarcando os tripulantes no píer do Tamoios encerrando um dia prá ficar na memória e no coração.
O Gaipava navegou 8 MN nesse dia!! 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

QUARTA FEIRA, MAS PRÁ NÓS ERA DOMINGO MESMO.....

Pesqueiro de Santos

Cmte.Ricardo hidratando...
Hermes, antes de perder o boné para Netuno.
Gennaker

Ninho de cobra
Tudo arrumadinho
video
Caros Tripulantes: mais uma velejadinha prá descontrair, apesar do frio cortante e constante, mesmo no litoral. Hermes (tripulante emérito!!) de pronto aceitou o convite e lá fomos nós, zarpando por volta de 11 h. sem destino, com vento Leste de 6/7 nós e sem ondas. Velejada super tranquila, muitos pesqueiros na água e algumas redes pelo caminho. No través da Praia do Felix o vento diminuiu, na mesma proporção que a cerveja, então demos um bordo e fomos retornando, usando o balão assimétrico que quase nunca uso, ou por preguiça ou por estar sozinho.Mas o danado é bonito mesmo!
E lá fomos nós, retornando a 2 nós, devagarinho, num tremendo PAPO DE POPA (prá quem não sabe, é o nome do Ranger22 do Hermes) chegando na poita por volta das 16 h. , depois de velejar 9 mn .
Até a próxima!!

domingo, 29 de maio de 2016

DO LÁZARO AO ITAGUÁ - VENTO\ MAR \ XIXI NO COCKPIT












video
Caros Tripulantes: esta postagem diz respeito à nossa volta ao Itaguá, após a pintura do casco e demais manutenções. O Hermes, como de hábito, veio comigo, a meu pedido, já que havia previsão de ressaca e sozinho eu não viria. No dia seguinte eu havia combinado a troca do cabo da poita e queria fazê-lo com o barco presente, por isso, decidi vir mesmo com previsão desfavorável.
O fato é que entrou muuuito mais vento e mar do que estava previsto, mas o Gaipava portou-se bem, e viemos motorando e com mestra em cima. O vento do quadrante Leste era contra o tempo todo e passou dos 15 kt fácil e ondas muuuito grandes que freavam o Gaipava a todo momento. Nem montei a nossa buja ao sair do Lázaro, o que me arrependi depois, mas já era tarde.... pois numa necessidade, não conseguiria ir ao convés de proa para entralhá-la no estai, mas fomos indo assim mesmo.
Não houve qualquer situação de risco para o barco, mas o corpo chegou dolorido, pois era difícil até ficar sentado no cockpit, nos obrigando a alternar leme e escotas sem descanso....
Passando a Ilha Anchieta, o mar cresceu mais ainda tornando a velejada difícil, porém ainda segura...
E vejam, que antes de sair do Lázaro, o pessoal avisou que o mar estaria muito ruim.... mas, apesar disso fomos, já que existia a possibilidade de dormir na Anchieta ou no Saco da Ribeira, contudo nossa avaliação foi que conseguiríamos, mas que foi duro, foi!!
Fato curioso, e que seguramente vai render muita polêmica e risadas, é que o Hermes precisava ir ao banheiro, mas não o faria 'dos estais' como é comum nas velejadas tranquilas e também não conseguiria usar o sanitário do barco, chacoalhando como estávamos, então, falei prá ele:
"- manda bala aqui mesmo do cockpit" !! Ele não queria, disse que nunca fez assim antes, que não era certo, etc.... mas fiz valer meu comando e falei que era assim ou nada!! E assim foi feito!! Afastamos os cabos e 'xxxxixxxxiiiiii....'  Até porque estávamos ensopados das ondas que lavavam o barco todo.
Feito isso, alívio imediato, progredíamos em direção à Ponta Grossa sacolejando como num rally. Começou a bater o frio, pois nem agasalhos de tempo levamos, mas já nos aproximávamos da poita e ao avistar o Itaguá de longe, desligamos o motor, já que aí o vento vinha forte pela popa, e velejamos só de mestra até nosso destino final. As imagens do clip foi o que deu prá fazer, já que faltava mão prá segurar leme e câmera prá fotografar...kkkkk
Fizemos 15 MN em 3h04minutos só de mestra e motor prá ajudar no rumo.
Tirar o motor do barco e colocar no bote foi outra 'saga', mas deu.Chegamos bem em terra e fomos prá casa para o merecido descanso. Obrigado Hermes!!
No dia seguinte voltei ao barco e junto com o pessoal da Costa Norte, trocamos os cabos e ferragens da poita, após 3 anos.
É isso!! Vejo vocês na próxima!! Assim que os ossos pararem de doer!!